26 de dez de 2007

Por que???

Por que as relações familiares são tão complexas???
Por que é tão difícil dizer o que sente para as pessoas que você ama sem que elas se magoem???
Por que era tão fácil ser filha antes de se pensar em ser mãe???
Por que a casa da sua mãe era tão aconchegante quando era sua, e agora não mais???
Por que essas sucessões são tão difíceis e dolorosas???
Por que crescer e amadurecer tem de doer???
Deveríamos mesmo ser congelados na infância.

2 de dez de 2007

Quimeras da vida social


Ao aproximar-se o final do ano é comum nos vermos completamente sem tempo e as voltas com as compras que esta época do ano nos obriga.

Sim nos obriga. Planejamos os finais de semana e as noites em torno de listas de onde devemos ir. Comprar enfeites obrigatórios, para portas, janelas, arvores, compras presentes para amigos, parentes, lembrancinhas para colegas de trabalho, presentes de amigos secrecetos, em que fomos obrigados a participar para não sermos considerados antisociais.

Compras de uma ceia absurdamente fora dos nossos habitos alimentares, castanhas, nozes, assados, doces açucarados, vinhos e tudo o mais.

Ai sofremos com o estacionamento, com os centros comerciais hurbanos, como a rua 25 de março aqui em São Paulo, a enorme multidão dos shoppings no sábado a noite, nossa que loucura absurda.

Mas o que nos condena a isso??? Porque passamos o ano medindo nossa agenda a base dos aniversários, dos presentes a comprar, dos cartões a enviar? Porque planejamos o nosso mes de novembro e dezembro baseados no salário extra que virá providencialmente para atender as compras de Natal???

Embora eu seja uma compradora compulsiva e ame o hábito de presentear, me pergunto porque tenho de realizar este hábito em situações sociais obrigatórias?

Compro presentes pré agendados, vou a festas obrigatórias mas, quanto será que realmente me importo com as pessoas???

Por que nos vemos obrigados a cumprir estas datas, mas não nos obrigamos a uma visita cordeal e sincera onde realmente mostremos que nos importamos? Por que no lugar de passar a tarde de sábado procurando um presente para um amigo, eu simplesmente não passe a mesta tarde de sábado ouvindo como anda sua vida num bate papo descompromissado sem pressa de ir embora???

Porque, é muito mais simples comprar algo que simbolize o gesto do importar-se com alguém do que simplesmente se importar.

Esta semana tirei duas horas do meu dia, para simplesmente sentar na mesa da cozinha da minha sogra e ouvi-la narrar sua semana equanto compartilhava com ela uma rosca de coco e duas xícaras de café com leite. Este momento foi tão menos exaustivo que a compra de qualquer presente para ela e tão mais humano e gratificante do que a mecanica entrega de um embrulho de presente em troca de um abraço e da proforme réplica "não precisava se incomodar".

Eis a esplicação da quimera social, se não fosse inutil e incomodo, a resposta proforme da etiqueta ao receber um presente não seria "não precisava se incomodar" e sim "muito obrigada por passar horas buscando uma lembrancinha para mim, quando bastava se lembrar de me ligar de vez em quando".