2 de nov de 2008

A SUBSTANTIVIDADE DO ÓCIO

Adoro a substantividade dessa palavra ÓCIO.
O ócio já imperou dentre os pecados capitais sendo parceiro da objeto da preguiça. Hoje ele é mais, é almejado, ansiado, prescrito pela classe médica como tratamento imperioso para a cura de diversos males.
Há ainda quem se refira a ele com menção pejorativa, afinal, fazer nada é feio, quase um crime, mas também é ansiado, você passa dias esperando pelo dia em quem poderá não fazer nada, planeja o que fazer quando este dia chegar, e quando ele chega, se percebe cheio de coisas para fazer, mas, espere, fazer não contraria o ócio?
Quando foi a última vez que você passou o dia sem fazer absolutamente nada, nem para você nem para as pessoas que te cercam, sem sentir qualquer culpa?
Outro dia eu pensava numa verdade daquelas profundas ditas por pessoas do seu cotidiano e ... toda a tecnologia desenvolvida, desde a roda, foi originada pela necessidade do ser humano de não fazer nada, sempre buscamos facilitar, agilizar o que temos de fazer de forma que terminemos mais rapidamente e então fiquemos sem fazer nada, e quando finalmente conseguimos nos colocamos a buscar por mais o que fazer...
Terapias ocupacionais, artesanato, leitura, etc e etc...
Está bem, já que é obrigatório o fazer algo eu escolho fazer nada, vou criar uma substantividade também para o nada, assim ele se tornará algo tangível de forma que eu possa fazê-lo e estando fazendo algo, não estarei então fazendo nada, assim que nada for algo, e sendo assim a culpa esvai-se.
Ufa... é realmente trabalhoso fazer nada.

1 de nov de 2008

ESSA TAL FELICIDADE

Hoje me libertei.
Dessa tal felicidade, essa que tem de ser. Aliás, essa é uma chata obrigação social já percebeu? Quando te cumprimentam é obrigatório o dizer "tudo bem", "estou ótima", sorrir o tempo todo, dar risada do que voc~e não acha graça, responder sobre o que você nem queria ouvir, quem dirá opinar. Mas tudo bem, a sociedade diz que todos estamos em busca da felicidade, e lá vamos nós.
Hoje estou no auge na TPM, chorei por nada, me entristeci por menos ainda, e simplesmente não sei o porque da tristeza, só sei que se ela tá ai, me dá licença que eu vou curtir.
Aliás deveria ser direito feminino, melhor, direito humano previsto em lei, êpa, mas é, a liberdade de expressão não diz que você só pode se expressar quando estiver feliz e saltitante, diz "EXPRESSAR", então como diz o Falcão, me deixa e eu completo, que hoje eu tô de tristeza, quero chorar vendo filme romãntico, me achar horrível olhando no espelho, ficar triste pelos cães abandonados no mundo.
Não há nada que se possa fazer por esta tristeza, aliás há sim.
E que maravilhoso o mundo seria se todos soubessem disso, o remédio que ameniza e conforta a TPM é o colo.
Me abraça, não me pergunte porque estou triste, só me abrace e me deixe chorar até dormir.
Amanhã, estarei novamente em busca desta tal felicidade.

10 de out de 2008

LIDERAR É INSPIRAR

Inspirar é inerente aos líderes.

Chefiar é coisa do passado, ser patrão então é tão antigo quanto assistir TV em preto e branco.

Hoje os homens e mulehres que ocupam posição de liderança na vida, seja no trabalho, no cargo em que ocupam ou na sociedade como figuras paternas, etc., não devem e não podem mais exercer a função icônica, e porque não, cômica, dos detentores da razão.

A razão absoluta é a maior das provas de ignorância de qualquer seer humano, e é imperdoável quando praticada por um líder.

Estar na liderança não é posição para quem tem certeza de que sabe, mas para quem tem a certeza de que poder servir, ajudar, orientar.

Veja que estes três verbos têm como valor denotativo seu caráter em estar a dispoção dos outros.

Liderar é estar a serviço do grupo, de outrém, de forma que os liderados encontrem inspiração para o desenvolvimento, o crescimento.

É interessante observar quantos líderes têm-se mantido alheios a esta verdade, embora muitos pensadores da atualidade "esfreguem" este fato na cara de todos, ainda se sintam chefes, gerentes, diretores, e por ostentarem estes títulos exerçam seus desmandos e total despreparo como forma de autoridade institucionalizada.

Coitados.

Estes, cegos, não notam que são apenas atendidos, em suas ordens, mas jamais serão seguidos em seus principios ou objetivos.

São atendidos porque quem os atende segue a premissa básica da educação, de respeitar a hierarquia, a institucionalizada claro, porque a hierarquia de fato, a intelectual, esta está invertida. Aliás, este é um fato da brasilidade, a grande concentração de líderes postos atestadamente inferiores intelectualmente.

Veja intelectualmente não se refere a formação escolar, mas a educacional. É a habilidade de decidir fazer o que lhes é imposto, é saber dicernir o que faz porque entende que a inferioridade do seu "chefe" o coloca na situação privilegiada de atendê-lo porque é mais maduro, e pode conviver com a contrariedade sem sofrer ou sem sentir-se inferior, ao contrário, é esta habilidade de adaptar-se ao desmando sem ferir sua capacidade intelectual que o faz superior ao seu chefe.

Porque esse sim, não suporta o não, não suporta saber que está errado, e por isso se vale de sua posição geográfica para impor-se.

Posição geográfica porque ele a atingiu por estar no lugar certo na hora certa, porque teve sorte, e porque , costumam ocupar a sala mais confortável ou a cadeira maior. Só por isso.

Já o líder real, este é bússola, ele anda com sua equipe seja onde for, está sempre presente porque mesmo fora do horário de trabalho é lembrado por ter sido exemplo em algum momento.

Os líderes bússola são aqueles de quem você lembra mesmo quando não trabalha mais com ele. Aliás esta é outra diferença, você trabalha com o bússola, ao lado dele, já no caso do geográfico, você trabalha pra ele, por ele. Porque embora ele grite para dizer como dever ser feito, jamais terá a habilidade para fazer.

Liderar é inspirar, guiar, orientar e ser seguido com satisfação.

Líderes são escolhidos, chefes são pôstos, e logo que se possa, depôstos.

22 de set de 2008

Ô POVINHO...

"O Brasileiro é indisciplinado"
Citação interessante do meu cunhado sendo professor universitário, creio eu que ele o diga com propriedade.
Não serei hipócrita de me incluir numa "extinta" seleta de brasileiros disciplinados, não sou. Muito pelo contrário, sei ter na preguiça o espinho da minha carne. Gosto de acordar cedo, fazer várias coisas, e fazê-las com competência, mas anseio pelo dia em que poderei curtir apenas a rede, o jardim, o passeio.
Mas o que mais me intriga nessa frase é seu caráter constatador do mal que condena toda uma nação. Lendo Jabour em um de seus ensaios atingimos o fato de que todo político é corrupto porque a população o é.
E não é que é mesmo?!
Absurdo, mas encontro amigos, pessoas da minha convicência, daquelas que eu ou você citariamos como ditos "cidadãos honestos" procurando brechas para tirarem proveito do bem público. É a declaração do imposto meio distorcida, é a declaração de renda abaixo da realidade para receber benefícios, é o uso da internet no horário de trabalho, o atestado médico com rasura e por ai vai.
Mas o que mais me "comove" é a total amoralidade social.
Nós, e me incluo nessa sim, nós simplesmente fazemos tudo isso com a certeza de que não estamos prejudicando ninguém. Não respeitamos mais qualquer senso de autoridade ou legalidade, aliás, nem sequer conhecemos mais a linha que nos separa da criminalidade, fingimos que sabemos, nos colocamos dentro de nossas grades e apontamos os "verdadeiros marginais", já que nós somos os ditos cidadãos respeitados.
Que saudade do respeito que se tinha pelas leis. Pela autoridade instituida. Não pela ditadura, veja bem, nem sequer me lembro dela.
Mas gostava de me sentir parte de algo maior, da formação para cantar o hino diante da bandeira antes da aula, de levantar-se diante do diretor ao entrar na sala, de pedir a benção aos nossos avós e pais ao chegar, ao sair e antes de dormir.
Sinto saudade disso sim.
Gostava do mundo sem DVD pirata, sem bolsa família, sem astros marketeiros de futebol, do mundo com aulas de Educação Moral e Cívica.

Será que sou retrógrada???

24 de ago de 2008

Dicas ao meu assassino


Quando eu era criança, minha mãe me castigava fazendo com que me calasse, ela me mandava ficar sem dizer uma palavra por alguns minutos, isso era a morte pra mim.

Hoje não é diferente.

Seja qual for a forma de castigo que queira aplicar-me, creia, sairei ilesa, a tortura não me atinge a menos que seja o silêncio.

Viage comigo horas a fio e não troque uma palavra sequer, se eu tomar a iniciativa, seja monossilábico. Ao compartilhar a mesa comigo, faça apenas isso, compartilhe o móvel, de resto, olhe atravéz de mim, nem sequer permita que a respiração demonstre sua presença no ressinto.

Ah, e a dica infalível, se eu perguntar o porque do silêncio, responde o mais mansamente que puder "nada, não é nada". E o olhar, esse é vital para o golpe final, ao responder, fixe seus olhos nos meus de forma vazia, com nada a expressar.

Acredite em muito pouco tempo, terei morrido, apagado qualquer lampejo de vida que reste, seja qual for a iniciativa que antes te incomodava, já não existirá mais.

Não reagirei mais sob qualquer arroubo de sorriso, piada, afeto, abraço, beijo, flor, amor, sexo ou cor. Certamente manterei-me presente por mais um tempo, tenho essa mórbida mania de velar-me, mas depois passa, e ai eu mesma enterro o corpo.

21 de ago de 2008

Muito prazer...

Eis-me...

Daniele, 30 anos, ácida. Adoro esse adjetivo.
Digo sim o que penso, e as vezes tão rápido que me surpreendo, me pego surpresa por não ter pensado antes de dizer??? Ou terei pensado tão rápido que não o tenha percebido?

Manter-me incógnita era no mínimo romântico, mas contraproducente.

Retomarei então de onde parei, assumindo cada gota de opnião que aqui derramar.

12 de ago de 2008

Coruja Saudosista

Será que sou uma ou outra???
As vezes me pego lendo meus textos e sempre vejo nos antigos o que de melhor escrevi.
Isso me dá um pouco de medo.
Afinal boa uva vira vinho e apura-se com o tempo, mas o que era melhor na juventude, torna-se vinagre...
Será esse meu caso???
Estarei ficando condescendente???
Seria o caos, uma pitada de açúcar na minha acidez.
Ou seria um toque de tempero??? Daqueles que se dá apenas para sentir-se ainda mais a essência do sabor????

30 de jun de 2008

Quanto mais precisamos do rio, mais turva tornamos suas águas.

Essa frase me veio num lampejo poético, ou será filosófico???

Bem, a questão é que é exatamente assim que agimos, na vida pessoal, corporativa e social.

Quando estamos estressados e necessitados de relaxamento e distração, simplesmente nos afastamos, nos colocamos reclusos, e surpresa, só pensamos no fato que nos aflige.

Quando a empresa está mal, precisando retomar crescimento, e encontrar uma saída para crises, o que fazemos??? Pioramos seu ambiente interno, pressionamos as pessoas, induzimos o falatório negativo pelos corredores.

Por que temos esta habilidade em fazer tudo errado, exatamente na direção contrária de nossas necessidades???

Por que não podemos procurar ajuda, facilitar o acesso de quem pode nos trazer respostas ou consolo, por quê temos de dificultar tudo???

Por que somos viciados nas mazelas de nossa humanidade, gostamos de nos sentir assim, fracos, oprimidos, derrotados. Se não curtirmos essa dor que nos impomos, não saberemos depois apreciar a tranqüilidade, a paz, a vitória. Mas ainda mais que isso, por quê impomos insuportavelmente isso as pessoas que nos cercam? Por que não podemos ao menos permitir-lhes a tentativa?

Se não queremos beber do rio, por que não podemos simplesmente nos afastar e morrer na desidratação, que mórbida necessidade temos de turvar as águas que poderiam nos salvar???

26 de jun de 2008

Minhas jabuticabas.

Esta semana fui confrontada com a mortalidade.
Ví mulheres que admiro morrerem em idade mais que produtiva intelectualmente.
Li um texto (postado abaixo) que me fez pensar e muito sobre a minha mortalidade. Parei e pensei sobre o que vive, e sobre o que ainda viverei.
Tentei contar minhas jabuticabas e parei, parei pq na conta percebi que ainda há tempo de colher mais. Antes de sentir o medo de chegar ao fim das jabuticabas, posso arregaçar as mangas, rodear as árvores cheias enquanto ainda é época de jabuticaba, e encher meu cesto. E o mais importante, colherei com cuidado, olhando cada fruta para ter a certeza de que colherei as mais suculentas, as mais doces, e graúdas, de forma que depois ao sentar-me para saboreá-las não descartarei nenhuma por estar ainda verde ou sem sabor. Quero muitas e muitas jabuticabas, mas só as melhores.




SOBRE TEMPO E JABUTICABAS ( autor desconhecido)

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.

Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se
considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.
Basta o essencial !

26 de mai de 2008

Ter ou não ter...

Não eu não vou falar sobre bens e o paradoxico da moral.

Estou falando em parir, trazer filhos ao mundo, constituir familia no sentido social da palavra, a célula matre.

Li um comentário recente em uma comunidade no ORKUT, que dizia, "não tenha filhos, em 20 anos o mundo estará pior"

Nossa que máxima, com a devida permissão literaria afirmo que o autor da frase errou grandemente, afinal, o mundo está ruim desde Caim e Abel, mas a ordem crescer e multiplicar permanece... calma, não entrarei em meritos religiosos.

Quero realmente divagar sobre a questão da esperança e da responsabilidade que cabe aos pais, e não só aos biológicos, mas sim e primordialmente aos patológicos, sim, há pais que o nascem antes mesmo e as vezes sem nunca tê-lo sido biológicamente.

Não serão nossos filhos nossa única e real contribuição para um mundo melhor? Se considerarmos que ao buscarmos o melhor de nós mesmos para que possamos lhes oferecer o exemplo sublime da alma humana busquemos então melhorar o mundo???

Sei que também cometemos erros, que há filhos que se desviam do mérito de amor dedicado por seus pais, mas ainda assim, nossa real contribuição ao mundo não será a esperança de gerar um ser humano que nasce com o potencial real de poder MUDAR O MUNDO?

25 de mai de 2008

Lusófonos

É isso ai, eis o tema que me traz de volta ao blog.

Uma gentil leitora lusitana, observou minha acidez como um tanto exagerada, embora bem colocada, e pediu-me uma opinião sobre o acordo de unificação dos lusófonos...

traduzindo, lusófonos são os países que utilizam a língua portuguêsa, e através de acordos assinados entre 1943, 1971 e o último assinado em 1990 resolveram unificar a lingua portuguesa em sua prática gráfica.

Esse último acordo entrará em vigor a partir de janeiro de 2009.

Bem, minha humilde...ops, minha ácida opinião sobre este acordo, cara irmã lusófona, é de que o argumento de facilitar o transito cultural entre as nações lusófonas através de seus livros é uma grande bobagem. Isso pode ter sido útil no passado, antes da era digital, mas hoje.

Aliás nem mesmo antes. Eu aprecio a singularidade cultural, exatamente porque essa diversidade faz de nós nações únicas, com peculiaridades a se conhecer e explorar, o unificar poderá levar-nos ao longo dos séculos a uma era em que não haverá mais magia ao ler um livro escrito por outra cultura.

Lembro-me do primeiro livro em portugues (lusitano) que lí, "As Pupilas do Sr.Reitor", as peculiaridades do livro levaram-me a pesquisar aspectos culturais de Portugal e seu povo, e pela primeira vez ví-me interessada por ouvir as histórias que minha avó contava sobre seus pais, portugueses. Há pouco lí o afamado "O Caçador de Pipas", e descobri aspectos fascinantes que me levaram a uma exploração dos paladares da gastronomia oriental.

Ora, motivos não me faltam. Acho que todos os aspectos singulares devem ser protegidos, e a unificação parece-me não fazê-lo.

Eis então minha pergunta a voce minha cara, o que quer dizer-me no meu portugues, "marimbar-se"?

Vê, que delícia é esse aprender???

9 de mar de 2008

A tal da Tronco

Todo mundo está falando, debatendo, polemisando a questão das pesquisas com células troncos realizadas com embriões congelados. Aliás, congelados, leia-se descartados. Sim, porque as pesquisas visam utilizar embriões que foram congelados e que não serão utilizados pelos seus "proprietários".

Pode parecer extremamente grosseiro e frio o que vou dizer, mas é algo como, reutilizar aquela sobra de carne de panela que está no freezer há 6 meses, que ninguém vai comer, e que pode alimentar alguém no lugar de ser jogado no lixo.

Não estou acompanhando a polêmica de perto, não estou lendo a respeito, nem tenho discursado sobre minha posição a respeito, e não o farei agora.

Venho blogar por outra razão.

Venho questionar esse tal poder dado a igreja católica que sisma em manifestar-se, quando sua opinião, pelo que me consta, não foi solicitada.

Que saco essa mania da igreja de dizer-se responsável pelo que não lhe diz respeito. Vá se meter com o que deve. Ciência é para cientistas, e até onde vejo, eles nunca criaram horrores como a inquisição ou o flagelo.

O que verdadeiramente me irrita é que a igreja não se mete na distribuição de renda do Vaticano. Por exemplo, se é pra se meter em assuntos pertinetes à humanindade e aos direitos humanos, que tal fazer um espólio do papado e enviar mais verbas aos missionários na África???

Porque o Papa, precisa ostentar anéis do mais nobre ouro??? Ele não fez a dita opção pela pobresa e serventia pela igreja???

Outra coisa, quem disse que a igreja católica representa o povo brasileiro??? Nem é preciso estatística para dizer que o Brasil não é mais genuinamente católico. Dê uma olhada em volta, e veja quantas igrejinhas neopentecostais, daquelas abertas em salões comerciais simples, se espalham em todo o país, e pelo que vejo, costumas estar mais cheias aos domingos que muitas paróquias.

E não são só os evangélicos, embora muitos espiritas ainda se declarem católicos, os seguidores de Kardek são milhares, assim como várias outras linhas de religião, que desconheço o nome, mas não ignoro a existencia e crescimento.

E fica todo mundo com medinho do bispo que diz que é pecado isso ou aquilo??? Ora isso não impediu a liberdade sexual das décadas de 70 e 80, mesmo com a igreja dizendo que era pecado, nós não parávamos de fazer sexo, nunca paramos de beber, usar anticoncepcional, ou dizer, não gosto do próximo. E agora o país pára por causa de uma dita polêmica causada por quem não entende do assunto???

O que mudou??? A igreja não entendia de sexo, e nós continuamos a transar, a igreja não entende de demografia, e nós planejamos nossos filhos, então pra que perguntamos a igreja o que devemos ou não fazer com as células tronco que não são propriedade da igreja???

A pára né???

A igreja tem de cuidar do conforto de nossas almas, não interferir no livre arbitrio, que aliás quem nos deu foi Deus. Vai querer revogar isso agora ô Bispo???

5 de mar de 2008

Fodão Merdão

Odeio palavrões.

Não há nada que justifique sua utilização mas, enfim, eu não poderia iniciar este post sem utilizar os citados ai em cima.

Esta semana assistia ao Saia Justa, programa de que sou fã notória, e a filósofa Márcia Tiburi citou um artigo que me marcou pelos palavrões acima. Claro o tal artigo falava muito mais que isso, mas essas duas palavras, o registraram. Infelizmente tenho de confessar não me lembrar do autor do artigo citado pela Márcia, e embora tenha procurado o artigo assim como sua acessoria para exclarecê-lo, não obtive retorno em tempo desta publicação, portanto... sigo.

Para resumir o citado pelo artigo, a expressão "Fodão Merdão" é utilizada para descrever a figura corporativa que utiliza-se do poder para impor-se diante dos demais, e como principal ferramenta para esta imposição, utiliza mediocrizar seus subalternos, hierarquiuacos ou pseudohierarquicos.

Essa figura fica famosa pelo sentimento de antipatia que cria em todos a sua volta, e pela imposição de sua figura pela posição que normalmente ocupa.

Necessariamente este "inergumeno" precisa afirmar-se e para isso, cava buracos cada vez maiores entre o abismo que o separa dos demais.

Bem, enfim todos sabemos o que é um "Fodão Merdão", e não é a isso que este post se proproe, o que quero vai além de identificá-lo, rotulá-lo ou justificá-lo.

A Márcia deixou as suas colegas de Saia Justa o desafio de como neutralizar este "Fodão Merdão", mas o que quero é determinar o que ele acarreta.

Qual sua real vantagem???

Bem, sem dúvida ele se destaca. Mas será positivamente???

Garanto que não.

O que observo sempre que conheço um é que eles tem uma alta capacidade de atração negativa. Isso mesmo.

Observe como esses personagens de nossa vida, vivem cheios de problemas por resolver, problemas sérios, graves, de saúde, ordem pessoal, familiar ou financeira. Eles nunca estão sob total sossego, sempre há algo de catástrofe se abataendo sobre eles.

Não sou superticiosa, não acredito em mau olhado, mas sei que uma torcida leva o time pra frente, e sei que na vida, é melhor ter quem torça por nós. E conhecendo Fodões Merdões aos montes, e seus antíteses felizes, posso afirmar sem medo de errar. Os primeiros não têm torcida. Aliás têm sim, a adversária, sim porque todos preferem torcer por qualquer um, menos por eles. É como aquele jogo em que você diz ser torcedor do Boca Junior desde criancinha, só pra ver ele arrazar o seu time adversário.

É assim que funciona. A gente pode não fazer de propósito, mas torce contra essas figura.

E quer saber??? Bem feito pra elas.

1 de mar de 2008

A Transparência...

Esta semana fui confrontada com os estragos causados pela falta de transparência.
Sabe, sou sempre acusada de diversos defeitos, uns que conheço, reconheço e até enalteço em mim, já outros me são apresentados, e depois de assimilados, passam a ser repensados ou acolhidos. Mas enfim quero falar sobre um dos defeitos que mais mereço, que mais procuro e que mais agradeço.

A transparência.

Agradeço, porque além da personalidade nata que me fez aceitá-lo como uma careacterística do meu caráter, alguém apresentou-me à transparência, e esse alguém foi indiscutivelmente minha mãe.

Me orgulho de carregar esta característica para todas as minhas relações. Sejam elas pessoais ou profissionais, se bem que tudo se resume ao pessoal, não há uma máquina profissional, há uma pessoa que se adápta a ações profissionais, mas ainda assim carrega o ser humano que é. Pessoal.

E eu sou isso, transparente, não há o que imaginar, basta olhar, e se restar dúvida, pergunte, porque eu jamais me furtei a uma resposta sincera. Sei desculpar-me quando ela ofende o senso de aceitação do interlocutor, mas negar-lhe a verdade, isso não sei fazer.

Houveram momentos em que lamentei não tê-lo feito, desejei aprender a desfaçatez, mas estes momentos passaram e logo confirmou-se que minha opção pela transparência foi a mais correta.

Tenho assistido a relacionamentos cada vez mais superficiais e degradados, nos mais diversos níveis de comprometimento, de meras amizades, ou contratos de trabalho a casamentos insolúveis, todos baseados num universo que beira o paralelo, de tão inconsistente por falta de transparência.

Vejo quem finja saber, o que fingem lhe contar, para que não se comprometa de forma expressiva e quem sabe trabalhosa com a busca pela saudável verdade.

E assim vai-se vivendo, uma ilusão que beira a loucura, ou a completa desfaçatez de uma vida inexistente, já que todos interpretam, ninguém sabe exatamente onde inicia-se o personagem e encerra-se o ser, que talvez já até tenha deixado de ser humano, ao ceder aos seus instintos mais modernos, o da preguiça, o de fugir á responsabilidade, o de fazer-se feliz com o que está posto, para que não se seja deposto.

Uma canção de Lulu Santos tem uma frase que se afirma a cada dia "... assim caminha a humanindade, com passos de formiga e sem vontade..." Eu acrescentaria, sem "nenhuma" vontade.

Deixo aqui um apelo a quem queira considerar essas quimeras de uma idealista. Muna-se de coragem e ao expressar seu ser nessa existência que misteriosamente é única, faça-o de forma ímpar, registre-se na eternidade como alguém que teve coragem de ser e não de se fazer.

25 de fev de 2008

O vício da aparência.

Quanto é duro sustentar a aparência.
Santo Deus, me assusta a quantidade de pessoas que se mantém falsamente presa a uma imagem que constroem como sendo sua imagem real. E não falo de aparencia física, falo da aparência moral.
De quem se diz acima de tudo, porque é inteligente, justo, moralista, cheio da razão.
Hunf, santa hipocrisia. A única certeza de que essas pessoas deveriam se munir é a de que são feitas da mesma carne podre que todos os demais.
Seja lá qual for a sua pregação, ao morrer vai feder como os outros, como aqueles que se passaram por idiotas ou medíocres diante de você pelo simples fato de terem mais humildade e sabedoria que sua estúpida arrogancia ao julgar-se melhor.
Esta semana um amigo me brindou com uma frase para ti, hipócrita detentor da justica... " O esperto por natureza fala, por natureza, o sábio não fala"

Cuidado com o que acusa, pois o mesmo peso que usa te tomará por medida.

Antes de determinar quais as conformidades morais do seu universo, não esqueça de medir exatamente o buraco da agulha por onde depois tentará passar.

Antes de ver o erro e julgar a condenação, meta-se com teus pecados, e veja o quanto já readaptou essa sua "aparência" para que pudesse viver mais confortável.

Não critique quem deve, antes de saber a sua real razão de ser devedor, não aponte quem escorrega, antes de medir a altura do salto que chafurca na lama.

23 de fev de 2008

Maria das Dores

Já viu a que se submetem as mulheres???
Hei, sem feminismos, apenas nenhum eufemismo, ok??

Então vamos lá.

Mulher tem que ser bela... e acredite isso dói.

Depilação (virilha, axila, buço, pernas, sobrancelha...)
Cabelo (alisamos, enrolamos, mixamos, tingimos, fingimos, descolorimos, assumimos... isso dói)
Maquiagem (base, corretivo, pó, enrolador de cílios, nossa esse dói, batom, sombras ai, esqueci o protetor solar antes de tudo..... ahhhhhhhhhhh)
Sapatos (bicos finos são os mais elegantes, e os que matam um dedinho que já deveria ter sito extindo nas mulheres)
Bolsa (a da vez é a big bag, que pesa horrores, pq adoramos carregá-la em sua capacidade total)
Mentruação (a cólica está sobre controle, mas e o resto??? o humor, assassino ou suicíca, as terríveis olheiras, que nem massa corrida cobrem, o tampax, que é degradante ter de colocar, nem me fale)
Ahhhh é o grande prêmio da dor vai pára???
O parto normal.
Aliás, deveriam trocar esse nome.
Considere normal um bebê de 4,100 Kg, e 52 centímetros passar pela vagina com abertura, bem vc sabe o tamanho da abertura... e ainda chamam isso de normal???

Desculpem a revolta, mas lembrava-me disso numa situação meio comica... acabo de rancar dois sisos, isso mesmo aos 40... mas fazer o que nasci pra sentir dor.

E acredita que saí do dentista com batom, e ainda piquei cebolas para fazer uma torta que não posso comer por recomendação do dentista??? Mas e daí??? Nasci pra sentir dor não é???

Sexo fráfil é a PQP.

18 de fev de 2008

Novo circo na cidade

Acabo de dar título a esta postagem e me recrimino por ele.
Me recrimino porque sou uma adimiradora do circo, sempre fui encantada por circo, qdo fui há um ainda menina foi mágico, jamais esquecerei a sensação. Mas infelizmente é a essa a expressão que melhor descreve a habilidade da Rede Globo ao iniciar suas hipnotizantes novelas.

E hoje mais um circo foi montado. Um daqueles que fará com que as esposas falem menos com seus maridos, dêem menos atenção aos seus filhos, não perguntem como foi o seu dia, e se perguntarem, a intenção de ouvir será interrompida com o anunciar do final da propaganda e o inicio do bloco da novela.

Meu falecido professor de história, Sr.Max, um alemão apaixonado pelo Brasil e sua missigenação, sempre afirmava que novelas eram coisa de povo subdesenvolvido, porque enquanto as crianças esperavam a novela terminar para jantar, acabavam por dormir com fome.

Essa afirmação do meu saudoso professor, sem dúvida não se referia a refeição negligenciada pela mãe, ele ia além, hoje eu sei, a fome a que ele se referia passa longe da fome física e alimentar, ele se referia a fome de atenção, de crescimento, de estimulo intelectual.

Afinal o que uma criança pode aprender vendo a mãe assistir a novela? Bem na que estreou hoje, ela poderá aprender que quando um homem se interessa por uma mulher, basta dizer que ela é bonita que ela poderá passar a noite em sua cama, e na manhã seguinte será muito engraçado o fato dele nem sequer saber ou se lembrar do nome dela.

Que linda lição.

Era dessa fome que o prof. Max falava, hoje tenho certeza.

E este é um dos exemplos que vi em apenas alguns minutos de novela, imagine do que serão capazes os meses que se seguirão???

E quantas de nós, profissionais bem colocadas e formadas não usamos as primeiras horas do dia seguinte, para comentar com as colegas de trabalho sobre as novelas da noite anterior??? Ah e claro o Big Brother.

Deveria ser chamado de Big Bosta. E há hipócritas entre nós que em rodinhas sociais dizem, "eu adoro ler, mas não tenho mais tempo..."

Mentiroso(a), se você ignorar o paredão, ou o novo rostinho bonito da novela das sete, certamente conseguira ler o Caçador de Pipas, antes de se render a preguiça e conhecer a história apenas quando for comprar o DVD pirata, porque eu duvido que você vá ao cinema. Afinal dá muito trabalho.

Se você ignorar as cenas ardentes e inúteis das novelas, certamente terá uma conversa franca com seu filho e verá o quanto você pode ensinar a ele, certamente mais do que apenas a máxima "eu não pago escola para você tirar nota vermelha".

Acabe com esse ser preguiçoso que a TV o fez, e aprenda a selecionar o que entra em sua casa. Ou você acha que seu filho não está submetido a violência porque você paga perua escolar para evitar que ele pegue onibus??? Ora se todas as noites você leva ele até a favela, mais próxima e o apresenta a escoria da televisão.

15 de fev de 2008

Refeição Balanceada

Heroe’s, uma interessante série americana de ficção cientifica, onde diversos seres humanos parecem ter evoluído de forma a possuírem poderes. Mas isso é outra história, quero chegar a um personagem, parece até então o vilão da história, que tem poderes, que a mim ainda não parecem claros, mas que até onde entendi, parece comer o cérebro de outros humanos evoluídos, para então assimilar seus poderes.

Uau!!!

Bem, todos sabem que sou fã da vilania, adoro Maquiavel, Darth Vader ..., pois bem, esta semana resolvi apoderar temporariamente dos poderes do Silar, o dito vilão, ao menos literariamente, e fazer uma lista das mentes que eu comeria...


Margareth Thatcher (esta sempre encabeçará minha lista)
Freud (se encontrar na parte de congelados do super mercado)
Márcia Tiburi (esta assim como o kiwi, é um cérebro que está em alta pra mim)
Khaled Hosseini
Nedjma

Entre vários outros pratos, que não citaria aqui, por se tratarem de pessoa não públicas.

Ah e claro, há pessoas de quem eu comeria o cérebro pelo simples prazer de vomitar.

13 de fev de 2008

Réplica

Bronquearam-me pela evidente falta de sarcarmos nas ultimas postagens.
Venho então responder aos que sentem falta da acidez que me distingüe.
Minha acidez não se extinguiu, apenas está fora de época... considerando-a um fruto da minha vivencia, posso dizer que há períodos de safra e períodos de plantio.
O início do ano é sempre parecido com o plantio. Gosto do verão e ele me ilumina o humor, deixa-me mais complacente com o universo ao meu redor, parafraseando Marisa.
Digamos que por este ser o período que correspondem as minhas férias, posso retirar-me de forma a conviver apenas no mundo que me afaz, sem necessidade veemente de destilar meu veneno.
Mas isto não o reclus, muito pelo contrário, o matura.
Depois do bote a naja do deserto também necessita recuperar-se para um novo ataque.
Mas a que saber-se que sua letalidade não se perde e nem tampouco amedronta menos por esse periodo que se reserva a recuperação.
E acreditem, o período de plantio está por findar-se, e muito em breve, assim como as chuvas de verão anunciam o início de seu fim, também anunciam a chegada dos dias que me trazem muito o que azedar.

10 de fev de 2008

Ego pra que te quero

Egocentrico.
Palavra perigosa, considerada pecaminosa.
Ao menos foi assim que eu aprendi.
Que gabar-se, vangloriar-se ou até mesmo agradecer por um elogio sincero, seria egocentrismo.
A vaidade sempre foi condenada pela religião, seja lá ela qual for. Eu cresci cristã, e me tornei ainda mais cristã após poder decidir se era isso o que eu queria. Mas também me tornei questionadora. Aliás passei a vida a questionar tudo, diz minha mãe, que eu inventei o "por quê?". As vezes chego me gabar disso e concordo com ela. Durante toda minha infancia e adolescencia como cristã, questionei o cristianismo, cheguei a perguntar ao meu lider religioso, "Por que, eu deveria acreditar que Jesus veio ao Mundo?" E não perguntei a apenas um, conheci vários e sempre repetia a mesma pergunta. O mais engraçado é que o único capaz de saciar minha sede por resposta foi aquele que me disse "Não sei, nem todos saberemos tudo, provalmente jamais saibamos." Nunca mais voltei a fazer aquela pergunta e então decidi ser uma cristã.

Com o ego aconteceu exatamente a mesma coisa. Cresci aprendendo a ser "humilde" até que descobri que a verdadeira tradução da palavra "vaidade" da Bíblia era "passageiro, fugaz".

Isso começou a me "libertar", ser egocêntrico pode ser exagero, mas alimentar e enxergar o ego não é pecado.

Uau... posso ser elogiada, posso fazer propaganda dos meu feitos, posso falar sobre eles livremente, não serei condenada nem tão pouco internada por uma certa dose de egocentrismo, homeopática.

E como é bom ter ego, ele é até um certo termometro sobre o que faço, como faço e porque faço. Há vezes em se não fosse ele simplesmente não havia motivação suficiente para fazer, mas o simples fato de saber que faço e faço muito bem o que quer que eu faça, isso já me gratifica.

O que seria de mim então se não fosse o ego???

Provavelmente uma massa ocupando espaço de forma banal e pouco criativa. Mas este elixir, que em altas doses pode matar, tempera meu ânimo e me leva a critica, criatividade e a vida.

Este domínio do ego, me leva a certeza de que não preciso, embora mereça, todos os elogios, porque caso não os receba, ainda assim saberei que sou muito boa no que faço.

7 de fev de 2008

Família Emo

Táva analisando o comportamento das pessoas e... bem, na verdade eu adoro fazer isso. De forma bem descompromissada e até meio pre conceituosa, adoro simplesmente sentar em um lugar público qualquer, shopping, praça, estação do metrô e simplesmente me sentir pronta a julgar os passantes por sua postura, por sua aparência por seu simples existir naquele lápso de tempo em que cruzam minha linha de visão.

Esta lente a que submeto as pessoas, me dá um prazer que não saberia descrever, nenhuma monotonia me abate, simplesmente passaria horas ali apenas observando.

Outro dia num desses roupantes de psicanálise express, observava um novo formato de familia, chamo assim porque jamais, em toda minha vida imaginava que... bem vamos adiante.

Via um casal de EMO, acho que é esse o título desse novo movimento juvenil, e este casal estava com uma linda criança, era uma familia formada, passeanda e almoçando no shopping assim como eu.

Este casal me intrigou.

Sempre julguei estes movimentos, diretamente relacionados ao estílo musical da vez, como um roupante adolescente, isoladamente na adolescencia observava-se este tipo de manifestação singular por suas características de afronta e rompimento com o usual no que se refere a comportamento e principalmente a vestimenta. Mais um movimento como o punk entre outros.

Continuando a analisar este fato isolado, o casal do shopping, acabei por me lembrar de outras familias nesta configuração com as quais já havia cruzado antes, e foram muitas e uma pergunta me tem atormentado desde então.

O último movimento "rompedor" do qual se tem conhecimento notoriamente histórico, foi o movimento Hippie, e ao procurar traçar paralelos entre estes movimentos, observei que os hippies, tinham uma proposta filosofica comportamental, social e politica, eles tinham um ponto de vista estabelecido sobre como fazer um mundo melhor a partir do seu principio de convivência. Vemos ainda hoje casais seguidores da filosofia hippie aplicando-a a ainda de forma efetiva em suas vidas, vemos muitos filhos destes casais darem seguimento a filosofia de seus pais, muitos até em suas posturas profissionais, adotando profissões que buscam a aplicação dessa filosofia em diversas áreas da sociedade.

A pergunta que ainda não calou foi, o que estes novos movimentos tem para deixar como legado? Veja que não os estou julgando sumariamente, simplesmente questiono o que não sabemos sobre eles. Os hippies tinham não apenas a música mas todo um comportamento enquanto sociedade insitucionalizada que deixava claro ao mundo o que eles propunham e buscavam. E hoje na era da informação completa e absoluta em que todos temos conhecimento e ciencia de tudo, ainda não, pelo menos eu, o que estes jovens buscam, querem e que legado eles pretendem deixar às suas gerações?

Fica aqui a pergunta e espero que alguém possa me ajudar. Quem sabe ao ser melhor informada eu não possa ajudá-los a elucidar outros como eu.

29 de jan de 2008

Salve a cintura...


Após um longo período de calças e saias de cintura baixa deformando os corpos arredondados das brasileiras, finalmente retorna a cintura marcada, as roupas começam a subir e a procurar a cintura...ops
Eis um problema, porque grande parte das mulheres se viram tão a vontade com as roupas de cintura baixa, que acabaram por deformar seus corpos, principalmente as adolescentes, que nem sabem onde fica a cintura.
E agora José??? O que será delas???
E as gordinhas??? Bem, essas em sua maioria, ao menos as de bom gosto, jamais se renderam as roupas deformadoras, lutadoras incansáveis buscavam, mesmo que distante, cortes que mantivessem tudo no lugar e o resultado??? Olhe a sua volta, as belas gordinhas têm cintura, ao contrário de muita magrinha que anda por ai se exibindo com calças numero 30.
Então adivinhem??? As magrinhas vão ter de se readaptar, mas permanecerão lindas, e as gordinhas, ah, essas ficarão ainda mais exuberantes agora que poderão mostrar o que tem de melhor, as curvas, sim porquê é isso o que a cintura valoriza, as curvas da mulher, a cintura é o ponto de referencia da ampulheta que a silueta feminina deve ter.
E além de tudo isso mora ainda algo mais. O fim da escravidão da moda. A cada temporada vemos os termos ficarem mais democráticos e as pessoas podem usar o que bem quiserem, com bom senso é claro, afinal bom gosto não se compra na loja, se aprende olhando no espelho.

28 de jan de 2008

Chega... quero que esse ano comece logo

E ai, quando começa 2008???
As festas terminaram, comeram o perú, sujaram o mar e todo o resto do enfadonho processo de passagem de um ano para o outro. E quer saber???
"Bosh"
Adoro essa palavra, ela sôa tão dramática e ironica que é lamentável não poder passar esse impacto no texto, mas enfim sua tradução grosseira é BESTEIRA.
Todos esses rituais servem apenas para você disfarçar e ter a desculpa perfeita para parar recomeçar.
Hei, mas não é isso que queremos o tempo todo???
Pois então deixe de hipocrisia e realmente recomece.
Mas sem esquecer que o ano que ficou para tras, não se apagou. Você vai ter de quitar as dívidas que fez, lembrar dos aniversários das novas pessoas que conheceu. Presentear algumas provavelmente. Vai ter de repetir toda sua agenda sazonal e todos os compromissos anuais pré agendados.
Tudo o que comeu nas festas se somou aos quilos que você havia prometido perder no último reveillon e surpresa... prometeu de novo dessa vez. Ah! O ser humano não aprende mesmo.
O que resta agora é encarar a realidade. Embora você já esteja assumindo todos os compromissos e atividades do novo ano. Ele só começa mesmo em fevereiro, depois do sagrado carnaval.
Então aproveita que a emoção das festas acabou, que você ainda não bebeu o que vai beber no feriado de carnaval e planeja logo 2008. Mas com realismo. Sem essa de perder 10 Kg, prometa não ganhar 10 Kg, isso você consegue né??? Pelo menos até o próximo Natal.
E que venha logo 2008, pra gente saber o que acontece sem CPMF e qual será o nome do imposto substituto.

25 de jan de 2008

Aprendendo a Ler

No ultimo post, falei em primeira pessoa sobre o hábito de tirar vantagem, parodiei ou croniquei, seja lá como queiram usar o verbo, a postura de empresários brasileiros que se utilizam de sua posição para surrupiar seus empregados.

No entanto recebi um comentário, infimo, que nem valeria a pena responder, já que nem se prestou ao trabalho de colocar-se. No entanto, a grosso modo pareceu-me que o comentarista, repreendia-me por "eu" querer tirar vantagem e fazer apologia a isso no meu blog.

Diante disso fica aqui o apelo. Para criticar-me, por favor, aprendam a ler. Consultem as entrelinhas, raciocinem além do que está obvio e busquem a sua verdade. Ai então critiquem-me de forme que o hábito da crítica seja útil a todos, que nos leve a discussões elevadas.

3 de jan de 2008

Eu quero é tirar vantagem.

Dane-se de quem, dane-se como... eu quero é tirar vantagem. Quero é ser o esperto, sair ganhado em cima da maioria, me garantir saindo na frente.

Não me interessa quem vou trapacear, ou o que vou negociar, contanto que fique bem, por cima, com todas as regalias que mereço.

O benefício???

Ah! Dormir com a certeza de que mais uma vez lucrei porque sou esperto, porque posso, porque tenho vantagem acima da maioria, porque eles não sonham com o que faço, com o que surrupio, com o que tiro de vantagem.

E sabe porque eles não sabem??? Porque se soubessem não saberiam o que fazer com isso. Por isso eu mereço mais que eles, por isso eu tenho mais que eles, por isso continuo tirando vantagem sobre eles.

E se alguém um dia disser, mania de "jeitinho brasileiro", me uno em coro e afirmo, por isso esse país não vai pra frente, porque empregadores honestos como eu, pagam tanto imposto que não têm lucro suficiente para dar mais e melhores empregos. Porque empresários como eu só conseguem ganhar um pouquinho porque trabalham mesmo, porque vivem do pouco lucro que os negócios dão.


Ora, quem me dera um dia o faturamento estar melhor para dar o que os meus funcionários merecem...

2 de jan de 2008

Os excessos que nos invadem.

Por que os excessos alheios nos incomodam tanto???

Não só os do marido, da mãe ou do filho, não os do colega de trabalho que divide espaço conosco um dia todo, mas os excessos anonimos. Aqueles cometidos por quem desconhecemos, por pessoas que simplesmente cruzam conosco em circunstâncias únicas. Por que esses excessos são capazes de nos enlouquecer???

A mulher desconhecida que grita estéricamente com o filho no corredor do supermercado. Ou o adolescente que entra no ônibus falando alto e fazendo piadas sobre o "busão".

E as máximas de final de ano??? As incansáveis festas de empresas onde você assite a degradação da mocinha da contabilidade depois de algumas cervejas, o senhor sério do almoxarifado perder a sunga na piscina do sítio, onde o dono da empresa programou uma confraternização, em que todos são incentivados a se abraçar no discurso de encerramento. Depois que o chopp acabou, a churrasqueira já foi apagada, e a piscina onde uns excessivos beberrões se mantém até um minuto antes do final da festa.

Após o longo discurso, em que a paz é esperançada, o sucesso e convocado, e a gratidão é aclamada pelo presidente da empresa, ai então o excesso dos excessos, a sentença aos sóbrios que por boa capacidade social compareceram a festa. Estes agora terão de clamar por seu fôlego e total descaso ao excesso alheio para manterem-se firmes diante de abraços ábrios, declarações acaloradas e enbriagadas de emoção que somente o excesso do momento traz.

Será então crime ou pecado incomodar-se com os excessos?

Vale realmente a sociabilidade provida de "estomago" ou desprovida de pre-conceito para a condenação brutal a esse tipo de convivência??? Que recompensa nos cabe para sobreviver a isso???

Valho-me então de toda antipatia que me é peculiar e afirmo. Se nada tenho a ganhar, prefiro me abster e ter por unico excesso minha total falta de hipocrisia.

1 de jan de 2008

Tentação do Açúcar

Texto brilhante encontrado no site www.correcotia.com.br da jornalista Sonia Hirsch.


Lenda, é? Pois sim. Contam que o Diabo
ficou doente de inveja quando Deus criou Adão e Eva, seus seres mais perfeitos, e resolveu se vingar. Destruindo-os, é claro.

Mas tinha que ser lentamente, de um jeito bem sutil, bem inocente, pra ninguém desconfiar; e com alguma coisa muito gostosa. Inventou o açúcar. E logo espalhou um pouco na terra, de forma que todos os seus rebentos tivessem um gostinho ligeiramente doce.

Foi aí que aconteceu o episódio da maçã. Não tinha aquela história de fruto proibido, serpente e coisa e tal? Pois eram artes do Demo. E Eva não só seduziu Adão, como já na primeira mamada passou pro filho o prazer do doce na boca. Como comia frutas, a Eva!

Deus, que naqueles tempos ainda era meio sujeito a crises de mau humor, ficou danado. Falou, explicou lá da maneira dele que o amargor da vida é que era o quente, depois esbravejou, chegou a proibir a coisa, não conseguiu nada e acabou expulsando os três do Paraíso.

Eles foram embora tristes que só vendo.

Andaram, andaram e finalmente chegaram na Índia, embora também se diga que foi no Egito, e armaram um ranchinho ao lado de um canavial.

Claro que o Diabo, esse imoral, estava por trás de tudo; um dia se disfarçou de pedra e esmagou uma vara de cana de um modo que o caldo foi espirrar bem na boca do Adão.

Cana, pra que te quero? Virava caldo, o caldo secava, sobravam umas pedras doces no fundo. Às vezes ficavam cheias de formigas e Adão reclamava um pouco, mas comia do mesmo jeito. Às vezes comia tanto que chegava em casa meio torto e Eva resmungava um bocado, se lembrando nessas horas de Deus e achando que ali tinha coisa.

Deus tudo via e tudo sabia. Só que tinha decidido deixar o barco correr. Não dera a eles o precioso bem da inteligência? Pois eles que se virassem.

— Oh, Senhor! — protestavam os anjos. — Mas assim vai ficar tudo do jeito que o Diabo gosta!

Deus, nem te ligo. Se fazia de surdo. Mesmo porque andava muito ocupado planejando a era de Peixes, por coincidência esta que está terminando agora e que é curiosamente simbolizada por um bicho que morre pela boca.

— Terra à vistaaa! — grita o marujo lá do alto da gávea.

— Ó Manoel, traz as mudinhas de cana! — grita o comandante lá pro fundo do porão.

Andavam com elas a bordo, os portugueses, por volta de 1500. O açúcar importado do Oriente era a droga mais cara e cobiçada da Europa. Tinham que encontrar outros solos tropicais para plantá-la.

Aí descobriram a América.

Só que era preciso preparar a terra, plantar, limpar, cortar, moer, arre. Coisa demais para europeus encalorados. Onde era mesmo que tinha um povo capaz de dar esse duro sem se acabar? Como? Logo ali, na África?

Ora, pois. Foi assim, com os africanos, que os europeus fizeram a América.