25 de fev de 2008

O vício da aparência.

Quanto é duro sustentar a aparência.
Santo Deus, me assusta a quantidade de pessoas que se mantém falsamente presa a uma imagem que constroem como sendo sua imagem real. E não falo de aparencia física, falo da aparência moral.
De quem se diz acima de tudo, porque é inteligente, justo, moralista, cheio da razão.
Hunf, santa hipocrisia. A única certeza de que essas pessoas deveriam se munir é a de que são feitas da mesma carne podre que todos os demais.
Seja lá qual for a sua pregação, ao morrer vai feder como os outros, como aqueles que se passaram por idiotas ou medíocres diante de você pelo simples fato de terem mais humildade e sabedoria que sua estúpida arrogancia ao julgar-se melhor.
Esta semana um amigo me brindou com uma frase para ti, hipócrita detentor da justica... " O esperto por natureza fala, por natureza, o sábio não fala"

Cuidado com o que acusa, pois o mesmo peso que usa te tomará por medida.

Antes de determinar quais as conformidades morais do seu universo, não esqueça de medir exatamente o buraco da agulha por onde depois tentará passar.

Antes de ver o erro e julgar a condenação, meta-se com teus pecados, e veja o quanto já readaptou essa sua "aparência" para que pudesse viver mais confortável.

Não critique quem deve, antes de saber a sua real razão de ser devedor, não aponte quem escorrega, antes de medir a altura do salto que chafurca na lama.

23 de fev de 2008

Maria das Dores

Já viu a que se submetem as mulheres???
Hei, sem feminismos, apenas nenhum eufemismo, ok??

Então vamos lá.

Mulher tem que ser bela... e acredite isso dói.

Depilação (virilha, axila, buço, pernas, sobrancelha...)
Cabelo (alisamos, enrolamos, mixamos, tingimos, fingimos, descolorimos, assumimos... isso dói)
Maquiagem (base, corretivo, pó, enrolador de cílios, nossa esse dói, batom, sombras ai, esqueci o protetor solar antes de tudo..... ahhhhhhhhhhh)
Sapatos (bicos finos são os mais elegantes, e os que matam um dedinho que já deveria ter sito extindo nas mulheres)
Bolsa (a da vez é a big bag, que pesa horrores, pq adoramos carregá-la em sua capacidade total)
Mentruação (a cólica está sobre controle, mas e o resto??? o humor, assassino ou suicíca, as terríveis olheiras, que nem massa corrida cobrem, o tampax, que é degradante ter de colocar, nem me fale)
Ahhhh é o grande prêmio da dor vai pára???
O parto normal.
Aliás, deveriam trocar esse nome.
Considere normal um bebê de 4,100 Kg, e 52 centímetros passar pela vagina com abertura, bem vc sabe o tamanho da abertura... e ainda chamam isso de normal???

Desculpem a revolta, mas lembrava-me disso numa situação meio comica... acabo de rancar dois sisos, isso mesmo aos 40... mas fazer o que nasci pra sentir dor.

E acredita que saí do dentista com batom, e ainda piquei cebolas para fazer uma torta que não posso comer por recomendação do dentista??? Mas e daí??? Nasci pra sentir dor não é???

Sexo fráfil é a PQP.

18 de fev de 2008

Novo circo na cidade

Acabo de dar título a esta postagem e me recrimino por ele.
Me recrimino porque sou uma adimiradora do circo, sempre fui encantada por circo, qdo fui há um ainda menina foi mágico, jamais esquecerei a sensação. Mas infelizmente é a essa a expressão que melhor descreve a habilidade da Rede Globo ao iniciar suas hipnotizantes novelas.

E hoje mais um circo foi montado. Um daqueles que fará com que as esposas falem menos com seus maridos, dêem menos atenção aos seus filhos, não perguntem como foi o seu dia, e se perguntarem, a intenção de ouvir será interrompida com o anunciar do final da propaganda e o inicio do bloco da novela.

Meu falecido professor de história, Sr.Max, um alemão apaixonado pelo Brasil e sua missigenação, sempre afirmava que novelas eram coisa de povo subdesenvolvido, porque enquanto as crianças esperavam a novela terminar para jantar, acabavam por dormir com fome.

Essa afirmação do meu saudoso professor, sem dúvida não se referia a refeição negligenciada pela mãe, ele ia além, hoje eu sei, a fome a que ele se referia passa longe da fome física e alimentar, ele se referia a fome de atenção, de crescimento, de estimulo intelectual.

Afinal o que uma criança pode aprender vendo a mãe assistir a novela? Bem na que estreou hoje, ela poderá aprender que quando um homem se interessa por uma mulher, basta dizer que ela é bonita que ela poderá passar a noite em sua cama, e na manhã seguinte será muito engraçado o fato dele nem sequer saber ou se lembrar do nome dela.

Que linda lição.

Era dessa fome que o prof. Max falava, hoje tenho certeza.

E este é um dos exemplos que vi em apenas alguns minutos de novela, imagine do que serão capazes os meses que se seguirão???

E quantas de nós, profissionais bem colocadas e formadas não usamos as primeiras horas do dia seguinte, para comentar com as colegas de trabalho sobre as novelas da noite anterior??? Ah e claro o Big Brother.

Deveria ser chamado de Big Bosta. E há hipócritas entre nós que em rodinhas sociais dizem, "eu adoro ler, mas não tenho mais tempo..."

Mentiroso(a), se você ignorar o paredão, ou o novo rostinho bonito da novela das sete, certamente conseguira ler o Caçador de Pipas, antes de se render a preguiça e conhecer a história apenas quando for comprar o DVD pirata, porque eu duvido que você vá ao cinema. Afinal dá muito trabalho.

Se você ignorar as cenas ardentes e inúteis das novelas, certamente terá uma conversa franca com seu filho e verá o quanto você pode ensinar a ele, certamente mais do que apenas a máxima "eu não pago escola para você tirar nota vermelha".

Acabe com esse ser preguiçoso que a TV o fez, e aprenda a selecionar o que entra em sua casa. Ou você acha que seu filho não está submetido a violência porque você paga perua escolar para evitar que ele pegue onibus??? Ora se todas as noites você leva ele até a favela, mais próxima e o apresenta a escoria da televisão.

15 de fev de 2008

Refeição Balanceada

Heroe’s, uma interessante série americana de ficção cientifica, onde diversos seres humanos parecem ter evoluído de forma a possuírem poderes. Mas isso é outra história, quero chegar a um personagem, parece até então o vilão da história, que tem poderes, que a mim ainda não parecem claros, mas que até onde entendi, parece comer o cérebro de outros humanos evoluídos, para então assimilar seus poderes.

Uau!!!

Bem, todos sabem que sou fã da vilania, adoro Maquiavel, Darth Vader ..., pois bem, esta semana resolvi apoderar temporariamente dos poderes do Silar, o dito vilão, ao menos literariamente, e fazer uma lista das mentes que eu comeria...


Margareth Thatcher (esta sempre encabeçará minha lista)
Freud (se encontrar na parte de congelados do super mercado)
Márcia Tiburi (esta assim como o kiwi, é um cérebro que está em alta pra mim)
Khaled Hosseini
Nedjma

Entre vários outros pratos, que não citaria aqui, por se tratarem de pessoa não públicas.

Ah e claro, há pessoas de quem eu comeria o cérebro pelo simples prazer de vomitar.

13 de fev de 2008

Réplica

Bronquearam-me pela evidente falta de sarcarmos nas ultimas postagens.
Venho então responder aos que sentem falta da acidez que me distingüe.
Minha acidez não se extinguiu, apenas está fora de época... considerando-a um fruto da minha vivencia, posso dizer que há períodos de safra e períodos de plantio.
O início do ano é sempre parecido com o plantio. Gosto do verão e ele me ilumina o humor, deixa-me mais complacente com o universo ao meu redor, parafraseando Marisa.
Digamos que por este ser o período que correspondem as minhas férias, posso retirar-me de forma a conviver apenas no mundo que me afaz, sem necessidade veemente de destilar meu veneno.
Mas isto não o reclus, muito pelo contrário, o matura.
Depois do bote a naja do deserto também necessita recuperar-se para um novo ataque.
Mas a que saber-se que sua letalidade não se perde e nem tampouco amedronta menos por esse periodo que se reserva a recuperação.
E acreditem, o período de plantio está por findar-se, e muito em breve, assim como as chuvas de verão anunciam o início de seu fim, também anunciam a chegada dos dias que me trazem muito o que azedar.

10 de fev de 2008

Ego pra que te quero

Egocentrico.
Palavra perigosa, considerada pecaminosa.
Ao menos foi assim que eu aprendi.
Que gabar-se, vangloriar-se ou até mesmo agradecer por um elogio sincero, seria egocentrismo.
A vaidade sempre foi condenada pela religião, seja lá ela qual for. Eu cresci cristã, e me tornei ainda mais cristã após poder decidir se era isso o que eu queria. Mas também me tornei questionadora. Aliás passei a vida a questionar tudo, diz minha mãe, que eu inventei o "por quê?". As vezes chego me gabar disso e concordo com ela. Durante toda minha infancia e adolescencia como cristã, questionei o cristianismo, cheguei a perguntar ao meu lider religioso, "Por que, eu deveria acreditar que Jesus veio ao Mundo?" E não perguntei a apenas um, conheci vários e sempre repetia a mesma pergunta. O mais engraçado é que o único capaz de saciar minha sede por resposta foi aquele que me disse "Não sei, nem todos saberemos tudo, provalmente jamais saibamos." Nunca mais voltei a fazer aquela pergunta e então decidi ser uma cristã.

Com o ego aconteceu exatamente a mesma coisa. Cresci aprendendo a ser "humilde" até que descobri que a verdadeira tradução da palavra "vaidade" da Bíblia era "passageiro, fugaz".

Isso começou a me "libertar", ser egocêntrico pode ser exagero, mas alimentar e enxergar o ego não é pecado.

Uau... posso ser elogiada, posso fazer propaganda dos meu feitos, posso falar sobre eles livremente, não serei condenada nem tão pouco internada por uma certa dose de egocentrismo, homeopática.

E como é bom ter ego, ele é até um certo termometro sobre o que faço, como faço e porque faço. Há vezes em se não fosse ele simplesmente não havia motivação suficiente para fazer, mas o simples fato de saber que faço e faço muito bem o que quer que eu faça, isso já me gratifica.

O que seria de mim então se não fosse o ego???

Provavelmente uma massa ocupando espaço de forma banal e pouco criativa. Mas este elixir, que em altas doses pode matar, tempera meu ânimo e me leva a critica, criatividade e a vida.

Este domínio do ego, me leva a certeza de que não preciso, embora mereça, todos os elogios, porque caso não os receba, ainda assim saberei que sou muito boa no que faço.

7 de fev de 2008

Família Emo

Táva analisando o comportamento das pessoas e... bem, na verdade eu adoro fazer isso. De forma bem descompromissada e até meio pre conceituosa, adoro simplesmente sentar em um lugar público qualquer, shopping, praça, estação do metrô e simplesmente me sentir pronta a julgar os passantes por sua postura, por sua aparência por seu simples existir naquele lápso de tempo em que cruzam minha linha de visão.

Esta lente a que submeto as pessoas, me dá um prazer que não saberia descrever, nenhuma monotonia me abate, simplesmente passaria horas ali apenas observando.

Outro dia num desses roupantes de psicanálise express, observava um novo formato de familia, chamo assim porque jamais, em toda minha vida imaginava que... bem vamos adiante.

Via um casal de EMO, acho que é esse o título desse novo movimento juvenil, e este casal estava com uma linda criança, era uma familia formada, passeanda e almoçando no shopping assim como eu.

Este casal me intrigou.

Sempre julguei estes movimentos, diretamente relacionados ao estílo musical da vez, como um roupante adolescente, isoladamente na adolescencia observava-se este tipo de manifestação singular por suas características de afronta e rompimento com o usual no que se refere a comportamento e principalmente a vestimenta. Mais um movimento como o punk entre outros.

Continuando a analisar este fato isolado, o casal do shopping, acabei por me lembrar de outras familias nesta configuração com as quais já havia cruzado antes, e foram muitas e uma pergunta me tem atormentado desde então.

O último movimento "rompedor" do qual se tem conhecimento notoriamente histórico, foi o movimento Hippie, e ao procurar traçar paralelos entre estes movimentos, observei que os hippies, tinham uma proposta filosofica comportamental, social e politica, eles tinham um ponto de vista estabelecido sobre como fazer um mundo melhor a partir do seu principio de convivência. Vemos ainda hoje casais seguidores da filosofia hippie aplicando-a a ainda de forma efetiva em suas vidas, vemos muitos filhos destes casais darem seguimento a filosofia de seus pais, muitos até em suas posturas profissionais, adotando profissões que buscam a aplicação dessa filosofia em diversas áreas da sociedade.

A pergunta que ainda não calou foi, o que estes novos movimentos tem para deixar como legado? Veja que não os estou julgando sumariamente, simplesmente questiono o que não sabemos sobre eles. Os hippies tinham não apenas a música mas todo um comportamento enquanto sociedade insitucionalizada que deixava claro ao mundo o que eles propunham e buscavam. E hoje na era da informação completa e absoluta em que todos temos conhecimento e ciencia de tudo, ainda não, pelo menos eu, o que estes jovens buscam, querem e que legado eles pretendem deixar às suas gerações?

Fica aqui a pergunta e espero que alguém possa me ajudar. Quem sabe ao ser melhor informada eu não possa ajudá-los a elucidar outros como eu.