26 de mai de 2008

Ter ou não ter...

Não eu não vou falar sobre bens e o paradoxico da moral.

Estou falando em parir, trazer filhos ao mundo, constituir familia no sentido social da palavra, a célula matre.

Li um comentário recente em uma comunidade no ORKUT, que dizia, "não tenha filhos, em 20 anos o mundo estará pior"

Nossa que máxima, com a devida permissão literaria afirmo que o autor da frase errou grandemente, afinal, o mundo está ruim desde Caim e Abel, mas a ordem crescer e multiplicar permanece... calma, não entrarei em meritos religiosos.

Quero realmente divagar sobre a questão da esperança e da responsabilidade que cabe aos pais, e não só aos biológicos, mas sim e primordialmente aos patológicos, sim, há pais que o nascem antes mesmo e as vezes sem nunca tê-lo sido biológicamente.

Não serão nossos filhos nossa única e real contribuição para um mundo melhor? Se considerarmos que ao buscarmos o melhor de nós mesmos para que possamos lhes oferecer o exemplo sublime da alma humana busquemos então melhorar o mundo???

Sei que também cometemos erros, que há filhos que se desviam do mérito de amor dedicado por seus pais, mas ainda assim, nossa real contribuição ao mundo não será a esperança de gerar um ser humano que nasce com o potencial real de poder MUDAR O MUNDO?

25 de mai de 2008

Lusófonos

É isso ai, eis o tema que me traz de volta ao blog.

Uma gentil leitora lusitana, observou minha acidez como um tanto exagerada, embora bem colocada, e pediu-me uma opinião sobre o acordo de unificação dos lusófonos...

traduzindo, lusófonos são os países que utilizam a língua portuguêsa, e através de acordos assinados entre 1943, 1971 e o último assinado em 1990 resolveram unificar a lingua portuguesa em sua prática gráfica.

Esse último acordo entrará em vigor a partir de janeiro de 2009.

Bem, minha humilde...ops, minha ácida opinião sobre este acordo, cara irmã lusófona, é de que o argumento de facilitar o transito cultural entre as nações lusófonas através de seus livros é uma grande bobagem. Isso pode ter sido útil no passado, antes da era digital, mas hoje.

Aliás nem mesmo antes. Eu aprecio a singularidade cultural, exatamente porque essa diversidade faz de nós nações únicas, com peculiaridades a se conhecer e explorar, o unificar poderá levar-nos ao longo dos séculos a uma era em que não haverá mais magia ao ler um livro escrito por outra cultura.

Lembro-me do primeiro livro em portugues (lusitano) que lí, "As Pupilas do Sr.Reitor", as peculiaridades do livro levaram-me a pesquisar aspectos culturais de Portugal e seu povo, e pela primeira vez ví-me interessada por ouvir as histórias que minha avó contava sobre seus pais, portugueses. Há pouco lí o afamado "O Caçador de Pipas", e descobri aspectos fascinantes que me levaram a uma exploração dos paladares da gastronomia oriental.

Ora, motivos não me faltam. Acho que todos os aspectos singulares devem ser protegidos, e a unificação parece-me não fazê-lo.

Eis então minha pergunta a voce minha cara, o que quer dizer-me no meu portugues, "marimbar-se"?

Vê, que delícia é esse aprender???