5 de mar. de 2008

Fodão Merdão

Odeio palavrões.

Não há nada que justifique sua utilização mas, enfim, eu não poderia iniciar este post sem utilizar os citados ai em cima.

Esta semana assistia ao Saia Justa, programa de que sou fã notória, e a filósofa Márcia Tiburi citou um artigo que me marcou pelos palavrões acima. Claro o tal artigo falava muito mais que isso, mas essas duas palavras, o registraram. Infelizmente tenho de confessar não me lembrar do autor do artigo citado pela Márcia, e embora tenha procurado o artigo assim como sua acessoria para exclarecê-lo, não obtive retorno em tempo desta publicação, portanto... sigo.

Para resumir o citado pelo artigo, a expressão "Fodão Merdão" é utilizada para descrever a figura corporativa que utiliza-se do poder para impor-se diante dos demais, e como principal ferramenta para esta imposição, utiliza mediocrizar seus subalternos, hierarquiuacos ou pseudohierarquicos.

Essa figura fica famosa pelo sentimento de antipatia que cria em todos a sua volta, e pela imposição de sua figura pela posição que normalmente ocupa.

Necessariamente este "inergumeno" precisa afirmar-se e para isso, cava buracos cada vez maiores entre o abismo que o separa dos demais.

Bem, enfim todos sabemos o que é um "Fodão Merdão", e não é a isso que este post se proproe, o que quero vai além de identificá-lo, rotulá-lo ou justificá-lo.

A Márcia deixou as suas colegas de Saia Justa o desafio de como neutralizar este "Fodão Merdão", mas o que quero é determinar o que ele acarreta.

Qual sua real vantagem???

Bem, sem dúvida ele se destaca. Mas será positivamente???

Garanto que não.

O que observo sempre que conheço um é que eles tem uma alta capacidade de atração negativa. Isso mesmo.

Observe como esses personagens de nossa vida, vivem cheios de problemas por resolver, problemas sérios, graves, de saúde, ordem pessoal, familiar ou financeira. Eles nunca estão sob total sossego, sempre há algo de catástrofe se abataendo sobre eles.

Não sou superticiosa, não acredito em mau olhado, mas sei que uma torcida leva o time pra frente, e sei que na vida, é melhor ter quem torça por nós. E conhecendo Fodões Merdões aos montes, e seus antíteses felizes, posso afirmar sem medo de errar. Os primeiros não têm torcida. Aliás têm sim, a adversária, sim porque todos preferem torcer por qualquer um, menos por eles. É como aquele jogo em que você diz ser torcedor do Boca Junior desde criancinha, só pra ver ele arrazar o seu time adversário.

É assim que funciona. A gente pode não fazer de propósito, mas torce contra essas figura.

E quer saber??? Bem feito pra elas.

1 de mar. de 2008

A Transparência...

Esta semana fui confrontada com os estragos causados pela falta de transparência.
Sabe, sou sempre acusada de diversos defeitos, uns que conheço, reconheço e até enalteço em mim, já outros me são apresentados, e depois de assimilados, passam a ser repensados ou acolhidos. Mas enfim quero falar sobre um dos defeitos que mais mereço, que mais procuro e que mais agradeço.

A transparência.

Agradeço, porque além da personalidade nata que me fez aceitá-lo como uma careacterística do meu caráter, alguém apresentou-me à transparência, e esse alguém foi indiscutivelmente minha mãe.

Me orgulho de carregar esta característica para todas as minhas relações. Sejam elas pessoais ou profissionais, se bem que tudo se resume ao pessoal, não há uma máquina profissional, há uma pessoa que se adápta a ações profissionais, mas ainda assim carrega o ser humano que é. Pessoal.

E eu sou isso, transparente, não há o que imaginar, basta olhar, e se restar dúvida, pergunte, porque eu jamais me furtei a uma resposta sincera. Sei desculpar-me quando ela ofende o senso de aceitação do interlocutor, mas negar-lhe a verdade, isso não sei fazer.

Houveram momentos em que lamentei não tê-lo feito, desejei aprender a desfaçatez, mas estes momentos passaram e logo confirmou-se que minha opção pela transparência foi a mais correta.

Tenho assistido a relacionamentos cada vez mais superficiais e degradados, nos mais diversos níveis de comprometimento, de meras amizades, ou contratos de trabalho a casamentos insolúveis, todos baseados num universo que beira o paralelo, de tão inconsistente por falta de transparência.

Vejo quem finja saber, o que fingem lhe contar, para que não se comprometa de forma expressiva e quem sabe trabalhosa com a busca pela saudável verdade.

E assim vai-se vivendo, uma ilusão que beira a loucura, ou a completa desfaçatez de uma vida inexistente, já que todos interpretam, ninguém sabe exatamente onde inicia-se o personagem e encerra-se o ser, que talvez já até tenha deixado de ser humano, ao ceder aos seus instintos mais modernos, o da preguiça, o de fugir á responsabilidade, o de fazer-se feliz com o que está posto, para que não se seja deposto.

Uma canção de Lulu Santos tem uma frase que se afirma a cada dia "... assim caminha a humanindade, com passos de formiga e sem vontade..." Eu acrescentaria, sem "nenhuma" vontade.

Deixo aqui um apelo a quem queira considerar essas quimeras de uma idealista. Muna-se de coragem e ao expressar seu ser nessa existência que misteriosamente é única, faça-o de forma ímpar, registre-se na eternidade como alguém que teve coragem de ser e não de se fazer.