13 de mar. de 2009

Ciclos



Na vida tudo se organiza em ciclos, com início, apogeu, depressão e fim.

Esta é uma verdade tão certa que chega ser reconfortante, nos dá segurança, podemos contar com isto para chegar ao fim de algo que tem nos prejudicado, e ansiar por algo melhor que certamente em algum momento se iniciará.

São tantos os ciclos, que algumas vezes não percebemos seu movimento, certo e sempre sistêmico.

Quando envolvidos neles, buscamos sempre a zona de conforto, aquela que no meio do turbilhão nos faz permanecer em inércia, certos de que tudo não mudará. Até mesmo as situações ruins nos levam a isso.

Acomodamos-nos de forma tão confortável ao que é ruim quanto ao que é bom. Factualmente nos acostumamos a reclamar, lamentar, resmungar, apontar, criticar, justificar, nos vitimar, por sem mais confortável e seguro que ter a iniciativa de encerrar um ciclo e iniciar outro de forma consciente.

Observe, na maioria das vezes os ciclos tornam-se viciosos por pura acomodação. Torcemos e esperamos que eles terminem, mas muito poucas vezes temos coragem para encerrá-lo. E o medo de sair da zona de conforto e reiniciar??? Ah, esse medo é aterrador, sempre superior ao sofrimento da depressão dos ciclos. E se eu estiver errado e entrar em um ciclo que seja pior, e já inicie-se em crise?

Sim, porque os ciclos não são necessariamente positivos, os ciclos ruins também têm seu apogeu e depressão, são uma espécie de “filme negativo” dos ciclos bons.

No entanto, outra verdade, é a de que os ciclos não são eternos, o fim sempre se dará. Quando não somos sábios o suficiente colocamos nele um ponto final, ele por si só se encerra, só que muitas vezes de forma impactante, pouco natural. Justificando a máxima, ...”se você não resolve, a vida resolve por você”, a questão é, quando devemos encerrar um ciclo?

No seu apogeu? Tendo como exemplo os esportistas que se aposentaram no auge de suas carreiras? Após secar a ultima gota da depressão? Quando observarmos que estamos confortáveis?

Uma certeza há, os ciclos continuarão a revelia de nossa vontade, a nós cabe a decisão de ser seu epicentro ou apenas um ponto envolvido por seu movimento.

8 de jan. de 2009

2009 Dislexico

Este é o período do ano que mais me atrai, janeiro, férias.
Embora ame a contrariedade, uno-me a massa e tiro minhas férias neste período. Paro completamente. Guardo o celular desligado no fundo da gaveta do criado mudo, uso o laptop apenas para alimentar meus prazeres, como escrever por exemplo.
Dedico-me ao descanso, ao descaso total, levanto-me da cama por prazer, não porque um compromisso me obriga, cada uma das minhas atitudes busca unicamente meu prazer.
Aliás, esta é uma faceta interessante de mim. Outro dia lia sobre Dislexia, e não é que me encantei?! Percebi que os disléxicos são afeitos apenas pelo que os motiva, tem um senso criativo absurdo e até onde pude ver, são muito interessantes. Estranho foi ver como “sintoma” aquilo que considero mais que desejável.

Sintomas:

“Iniciar uma atividade apenas se ela indicar que lhe trará algum prazer”, ora deveria o ser humano se contentar com menos??? Até onde sei somos a única espécie que pode optar por ter prazer, então pra que desperdiçar esse dote???

“Falta de concentração e foco,(...) busca incessante por novos estímulos”. Uau, considerando o universo que se expande rapidamente ao nosso redor, concentração e foco é completa perda de tempo, há tanto que se ver, aprender, absorver, quero tudo...

E por ai vai, estendendo-se numa lista, de desejáveis e adoráveis, sintomas que pra mim, só determinam o prazeroso modo de vida que se deve ter. Portanto, diagnostico-me como uma disléxica, e como isso é bom. E o período em que entro em crise total da minha “doença adorável” é sem dúvida o mês de janeiro.

Portanto, se eu iniciar um post com um tema, e terminar com outro, não estranhe, provavelmente no meio do caminho eu resolvi iniciar uma nova possibilidade de orgasmo, e por falar em sexo, ando curiosa sobre sexo tântrico e o pompoarismo e...