2 de jun. de 2009

...o Velho Amor de Ainda e Sempre...

Sou paulistana de coração, e completamente apaixonada pela minha cidade.

Adoro caminhar pelo centro nas manhãs frias de domingo, quando o Sol te traz a luz certa para apreciar a arquitetura livre do corre corre habitual.

No ultimo domingo estava ansiosa por ver os resultados da restauração do Cine Marabá. Não cheguei conhecê-lo em sua época aurea, mas, embora digam que era preciso coragem, cheguei assistir alguns filmes em sua sala decadente em 2005. Ultimamente sempre que passava pela Ipiranga, olhava com alguma esperança para aquele marco de uma época que invejo.

Pois bem, no domingo, animei-me, saí disposta a tirar o chapéu para uma das piores administrações que minha cidade já teve, por sua iniciativa em tombar aquela obra de arte, e lá fui eu. Não via a hora de entrar no hall do velho Cine Marabá e então descobrir como era...

Bem, o que posso dizer é que tentaram.

A restauração foi feita com esmero, mas... a bela entrada, onde reina um maravilhoso lustre do qual não se vê qualquer efeito de luz, já que é soberbamente atravancado pela inflamada propaganda da empresa administradora em seu balcão vendedor de pipocas(Alias, sendo eu cinefila viciada em pipoca, essa merece comentário a parte).

Assim como eu encontrei diversos outros paulistanos ansiosos por rever esse ilustre monumento público, e que também me pareceram ser os unicos animados, embora o atendimento fosse satisfatório, parecia que aquelas adolescentes uniformimente treinadas desconheciam a história de que estariam fazendo parte, já que não demonstravam qualquer entusiasmo ou receptividade, mas esta é só a primeira impressão...

Com meu tiquet no bolso, tinha ainda 2h para aproveitar a vizinhança. A bela e colorida Praça da República que aos domingos é convidativa como em nenhum outro dia da semana. E não é que por lá também encontrei quem estivesse ansioso por chegar ao Marabá??? Uma senhora que o frequentava quando ambos eram jovens, me pediu que ao terminar minha sessão, voltasse e lhe dissesse como estava seu antigo amigo, tamanha era sua saudade.

Um tempurá depois e...

O belo senhor foi rendido as filas organizadas por aquelas fitas retrateis, e ao leitor óptico de tiquet's, bem, ele está certo tem mesmo de se modernizar não é? E a sala, como será a Cine Marabá 2? Quero conhecer todas elas, principalmente a que unirá essa arquitetura a tecnologia 3D, mas comecemos pela Cine Marabá 2.

"...primeira porta a esquerda senhora.Bom Filme!"

Com um enorme balcão de vendas de pipocas no fundo da área que dá pra as salas, não precisavam ter disputado espaço com o lustre no hall, podiam tê-lo deixado sozinho e magestoso, junto ao belo espelho trabalhado que apenas a recepcionista enxerga.

Será essa a porta para o Cine Marabá2??? Parece uma frestra não uma porta, não pela largura, mas pela localização. Nossa, lanterninha!!! Não é uma cadeira no corredor, de frente para a porta de entrada da sala.

Hum, a sala é pequena, aconchegante, parece um anfiteatro de escola particular, daquelas que tem só até a 5ª série, e no próximo ano terá a 6ª série.
Bem, esperemos pelo filme.

??? Este som é da sala ao lado??? Mas e o isolamento acustico???

Legal, o filme finalmente ia começar. As cadeiras são confortáveis e modernas... Mas a série de troceções ao entrar na sala não acabavam, já que ninguém conseguia enxergar as luzes auxiliares para se guiar, os esbarrões e "tem lugar ai???" foram muitos, chegar depois do inicio dos traileres pode ser uma cilada no Cine Marabá.

Bem, o filme foi bom, o dia agradável como sempre que decido curtir minha cidade, mas eu queria mesmo era ter me encantado com o magnifico Cine Marabá e seu belo lustre.

O jeito é ir pra casa, comer pipoca de microondas.

15 de abr. de 2009

É a Crise...


Essa semana numa de minhas andanças para colocar minha vida pessoal em dia, cruzei com uma simpática senhora sexagenária daquelas que puxam conversa sempre que alguém lhes sorri. Essa característica de alguns idosos me é muito simpática, me lembra a facilidade de conversa dos cariocas, e isso me remete a infancia, lembranças boas.

Mas enfim, essa conversa me levou a outros rumos, enquanto falava com aquela simpática senhora, ela me dizia o porque estáva tão distante de casa, naquele horário, e lamentava grandemente ter encontrado um serviço público com novo endereço, tendo agora de ir a outro local para resover seu problema. Enquanto ela me dizia qual era o problema que tentava resolver, cobrança exagerada de serviço básico, ela enumerava o porque era tão absurdo terem lhe cobrado tanto. Durante essa narrativa ela disse algo que soou muito engraçado, e me levou a "viajar na maionese".

"(...)eu tomo apenas um banho por dia, não durmo com ninguém então não preciso ficar me lavando(...)"

Neste ponto comecei a calcular as fortunas que gastamos depois de estar em um relacionamento estável, depilação, retoques de depilação (porque ente uma e outra seção sempre tem aqueles pelinhos rebeldes que acabam com qualquer lingerie), hidratações, manicures, esmaltes, hidratantes corporais, hidratantes para os pés (porque quando você dorme diáriamente com alguém, é conveniente que os pés estejam sempre macios e perfumados), lingeries novas e diferenciadas... e por vai.

Claro, solteiras também nos cuidados e nos mantemos sempre atrantes, mas, digamos que sem essa obrigação de "ficar se lavando"...

É possível dormir com meios horrorosos no pé sem creme pq está frio e estamos com preguiça, ou usar aquela camiseta velha de vereador, que é uma delíiiiiicia pra dormir. No inverso só fazer depilação quando há algum risco iminente de expor as pernas...e até prolongar aquela escova no cabelo, sem se importar que ele nãoe steja mais tão cheiroso quanto deveria.

Enfim, mulheres solteiras gastam menos e os maridos ainda ficam se perguntando porque a conta do cartão de crédito é tão alta, eles deveriam agradecer,imagina se as mulheres resolvessem economizar água e não ficassem "se lavando"...