Qual o perigo da colisão entre estes dois incógnitos determinadores sociais da personalidade?
Acabo de ouvir uma discussão sobre este tema, que me fez levar o assunto adiante com “meus botões”.
O que é discurso e o que é imagem exatamente?
Lembro-me de alguns discursos meus na adolescência que hoje simplesmente me são pueris e que não combinam em absolutamente nada com meu discurso e ainda menos com minha imagem.
Mas o que é imagem? É o que planejo e acredito projetar ou é o que as pessoas enxergam sobre mim?
Neste blog me intitulo Sabichona, no entanto minha apresentação contém erros de português, assim como vários dos meus posts.
Em meu trabalho tenho uma postura extremamente profissional, embora me vista de forma completamente descompromissada.
Mas não é sobre esta antítese que quero discorrer, mas sobre esta nossa mania de julgamento predisposto, a nossa culpa ao mudar de idéia e nossa ridícula idéia de que a imutabilidade de opinião é o que nos dá a mais primorosa das características de personalidade.
Quem disse que não podemos mudar de idéia???
O pior dos discursos é aquele em que você se aprisiona a algo que ao mudar, e tudo muda, condenará você a total incredibilidade.
O melhor discurso que já ouvi foi sem dúvida o de Raul Seixas ao afirmar que “prefere ser uma metamorfose ambulante a ter a mesma velha opinião sobre tudo”.
Se considerarmos que somos fruto do meio, e somos isso é fato, e que nosso meio muda a cada milésimo de segundo, seria insano não mudarmos, nossa imagem, postura, discurso e tudo o mais que vivenciamos.
Não mudar seria abrir mão da nossa condição humana, seria finalmente entregarmo-nos a modernidade de forma que acreditássemos ser máquinas.
Portanto, minha sugestão e sentença pessoa, que certamente ainda mudará, é a de que buscarei jamais me aprisionar a uma condição de discurso ou de imagem predeterminada de forma que não possa mudar.
Quero mudar o tempo todo, como mudei ao longo da redação deste texto, certamente não sou a mesma mulher que escreveu a primeira palavra, aliás a idéia inicial deste texto era outra, e mudou, afirmo que até agora esta é a melhor versão dele, e se amanhã mudar, tornarei a discursar.
27 de out. de 2007
24 de out. de 2007
A Beleza de São Paulo

Se você mora em São Paulo, sabe sobre o que estou falando, se não mora, precisa visitar esta cidade em um dia de chuva.
São Paulo é muito conhecida por seus prédios e a dureza de seu concreto, como cantada por Caetano, sempre condenada por sua insônia financeira, e frieza produtiva de máquina do país.
Mas ao parar sob a marquise de uma típica padaria paulistana durante uma tarde de chuva é possível ver quanta beleza tem esta cidade. Uma beleza como daquelas traçadas por artistas em telas modernistas, pouco compreendidas por muitos, mas ovacionadas por quem se dedica a apreciá-las em suas sutilezas.
A cor envernizadora que a chuva dá a tudo nos faz lembrar o que faz de São Paulo, a terra da garoa, é esta sua capacidade de beleza ainda que diante do caos que a chuva tráz. Os guarda chuvas trazem algum charme a correria cotidiana, há planos mais aconchegantes para o fim do dia, como o café com os amigos no fim do expediente, ou o encontro com a familia depois do trabalho.
Não serei hipócrita ao ignorar as filas nos corredores de ônibus, e o transporte coletivo cheio de pessoas cansadas e castigadas pelo excesso de passageiros durante um retorno longo pelo transito que as chuvas causam, mas diante de meses sem chuva, durante uma longa estiagem em que a correria era agravada pelo clima causticante que o asfalto nos impelia no dia a dia, vamos lá, comemoremos a beleza da chuva paulistana.
Com seu tempo e seus contratempos, e continuemos pedindo e agindo, para que um dia, possamos apenas contemplar a chuva.
São Paulo é muito conhecida por seus prédios e a dureza de seu concreto, como cantada por Caetano, sempre condenada por sua insônia financeira, e frieza produtiva de máquina do país.
Mas ao parar sob a marquise de uma típica padaria paulistana durante uma tarde de chuva é possível ver quanta beleza tem esta cidade. Uma beleza como daquelas traçadas por artistas em telas modernistas, pouco compreendidas por muitos, mas ovacionadas por quem se dedica a apreciá-las em suas sutilezas.
A cor envernizadora que a chuva dá a tudo nos faz lembrar o que faz de São Paulo, a terra da garoa, é esta sua capacidade de beleza ainda que diante do caos que a chuva tráz. Os guarda chuvas trazem algum charme a correria cotidiana, há planos mais aconchegantes para o fim do dia, como o café com os amigos no fim do expediente, ou o encontro com a familia depois do trabalho.
Não serei hipócrita ao ignorar as filas nos corredores de ônibus, e o transporte coletivo cheio de pessoas cansadas e castigadas pelo excesso de passageiros durante um retorno longo pelo transito que as chuvas causam, mas diante de meses sem chuva, durante uma longa estiagem em que a correria era agravada pelo clima causticante que o asfalto nos impelia no dia a dia, vamos lá, comemoremos a beleza da chuva paulistana.
Com seu tempo e seus contratempos, e continuemos pedindo e agindo, para que um dia, possamos apenas contemplar a chuva.
Postado por
Daniele Rodrigues
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