8 de jan. de 2009

2009 Dislexico

Este é o período do ano que mais me atrai, janeiro, férias.
Embora ame a contrariedade, uno-me a massa e tiro minhas férias neste período. Paro completamente. Guardo o celular desligado no fundo da gaveta do criado mudo, uso o laptop apenas para alimentar meus prazeres, como escrever por exemplo.
Dedico-me ao descanso, ao descaso total, levanto-me da cama por prazer, não porque um compromisso me obriga, cada uma das minhas atitudes busca unicamente meu prazer.
Aliás, esta é uma faceta interessante de mim. Outro dia lia sobre Dislexia, e não é que me encantei?! Percebi que os disléxicos são afeitos apenas pelo que os motiva, tem um senso criativo absurdo e até onde pude ver, são muito interessantes. Estranho foi ver como “sintoma” aquilo que considero mais que desejável.

Sintomas:

“Iniciar uma atividade apenas se ela indicar que lhe trará algum prazer”, ora deveria o ser humano se contentar com menos??? Até onde sei somos a única espécie que pode optar por ter prazer, então pra que desperdiçar esse dote???

“Falta de concentração e foco,(...) busca incessante por novos estímulos”. Uau, considerando o universo que se expande rapidamente ao nosso redor, concentração e foco é completa perda de tempo, há tanto que se ver, aprender, absorver, quero tudo...

E por ai vai, estendendo-se numa lista, de desejáveis e adoráveis, sintomas que pra mim, só determinam o prazeroso modo de vida que se deve ter. Portanto, diagnostico-me como uma disléxica, e como isso é bom. E o período em que entro em crise total da minha “doença adorável” é sem dúvida o mês de janeiro.

Portanto, se eu iniciar um post com um tema, e terminar com outro, não estranhe, provavelmente no meio do caminho eu resolvi iniciar uma nova possibilidade de orgasmo, e por falar em sexo, ando curiosa sobre sexo tântrico e o pompoarismo e...

2 de nov. de 2008

A SUBSTANTIVIDADE DO ÓCIO

Adoro a substantividade dessa palavra ÓCIO.
O ócio já imperou dentre os pecados capitais sendo parceiro da objeto da preguiça. Hoje ele é mais, é almejado, ansiado, prescrito pela classe médica como tratamento imperioso para a cura de diversos males.
Há ainda quem se refira a ele com menção pejorativa, afinal, fazer nada é feio, quase um crime, mas também é ansiado, você passa dias esperando pelo dia em quem poderá não fazer nada, planeja o que fazer quando este dia chegar, e quando ele chega, se percebe cheio de coisas para fazer, mas, espere, fazer não contraria o ócio?
Quando foi a última vez que você passou o dia sem fazer absolutamente nada, nem para você nem para as pessoas que te cercam, sem sentir qualquer culpa?
Outro dia eu pensava numa verdade daquelas profundas ditas por pessoas do seu cotidiano e ... toda a tecnologia desenvolvida, desde a roda, foi originada pela necessidade do ser humano de não fazer nada, sempre buscamos facilitar, agilizar o que temos de fazer de forma que terminemos mais rapidamente e então fiquemos sem fazer nada, e quando finalmente conseguimos nos colocamos a buscar por mais o que fazer...
Terapias ocupacionais, artesanato, leitura, etc e etc...
Está bem, já que é obrigatório o fazer algo eu escolho fazer nada, vou criar uma substantividade também para o nada, assim ele se tornará algo tangível de forma que eu possa fazê-lo e estando fazendo algo, não estarei então fazendo nada, assim que nada for algo, e sendo assim a culpa esvai-se.
Ufa... é realmente trabalhoso fazer nada.